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Prefeitos da Grande Florianópolis assinam pacto para implementação do PLAMUS

Um trabalho conjunto para implementar as ações propostas pelo PLAMUS, que envolvem desde a construção de ciclovias até medidas de priorização do transporte coletivo.
Publicado em: 27/04/2016 - Quarta-feira
O planejamento integrado e a gestão metropolitana compartilhada, além de criar uma maior conectividade entre as cidades, tornam os serviços urbanos mais eficientes e contribuem para melhorar a mobilidade urbana. Indo ao encontro das diretrizes do Estatuto da Metrópole, prefeitos de seis municípios da Grande Florianópolis assinaram no dia 18 de abril, um pacto metropolitano para a implementação do PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis.

O pacto une os prefeitos das cidades de Florianópolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e São José em um trabalho conjunto para implementar as ações propostas pelo PLAMUS, que envolvem desde a construção de ciclovias até medidas de priorização do transporte coletivo.

Cássio Taniguchi, Superintendente da Região Metropolitana da Grande Florianópolis, foi quem apresentou as diretrizes do plano, entra as quais a implantação de um sistema BRT com 87 quilômetros de corredores dedicados ao ônibus. A primeira etapa compreende um trecho de sete quilômetros entre São José e Florianópolis, e a estimativa é de que, uma vez implantado o sistema, os ônibus levem 15 minutos no trajeto que hoje em média 40 minutos nos horários de pico. Em seguida, devem ser realizadas audiências públicas para ouvir a população e avaliar os projetos.

Realizado entre 2014 e 2015 com o apoio do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, o PLAMUS foi um estudo técnico desenvolvido com o objetivo de diagnosticar os problemas de mobilidade urbana dos 13 municípios que compõem a região metropolitana de Florianópolis: Anitápolis, Rancho Queimado, São Bonifácio, Angelina, Antônio Carlos, Águas Mornas, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz, Biguaçu, Governador Celso Ramos, São José e Palhoça, além da própria capital catarinense. O documento resultante do processo reúne 19 relatórios com informações que vão desde a contagem de veículos até a frequência e ocupação dos ônibus.

O pacto firmado entre os prefeitos prevê, também, ações de curto prazo, como a integração dos órgãos de gestão de trânsito federal, estadual e municipal, a fim de agilizar os processos frente a acidentes, qualificar a sinalização e os acessos e integrar a operação com as pontes. Na SC-401, em Florianópolis, as ações propostas envolvem, além de um corredor BRT,  a implantação de ciclovias e a redução do limite de velocidade de 80 km/h para 60 km/h.